"Existe apenas um momento exato para ir pescar, e esse momento é sempre que você puder."

Agenda de Pescarias (veja se sua pescaria já foi agendada)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sauadaua Pesca Esportiva e Fishingtur em mais uma grande aventura em Barcelos

Mais uma pescaria sendo promovida pela Sauadaua Pesca Esportiva com a parceria irrestrita de nossos amigos da Fishingtur Pesca Turismo, o MAIOR portal de Pesca e Turismo do Brasil.


Serão 10 dias nos rios mais remotos de Barcelos em busca dos grandes trofeús

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Peixes da Temporada 2011/12


Nosso amigo Luizinho - lindo peixe!
 Nosso amigo Hélio com um belissimo exemplar
 Acampamento com pescaria - contato intimo com a natureza
 Vai um peixe assado no muquém?
Escolha dificil: sashimi ou peixe assado?
 
Nosso amigo Alexandre com um lindo peixe
 
 Nosso amigo Luizinho e seu belo tucuna
Nosso amigo Luizão e mais um "bocudo"bonito
 Nossos amigos Kleber (no alto) e Maurício (mais embaixo)
 Nossos amigos Kleber e Mauricio e seus lindos troféus
Momento mais bonito da pescaria: a soltura
 Soltar para que outros amigos tenham o mesmo prazer
Esse peixe está guardado na memória amigo Kleber
 Nosso amigo Alexandre com Seu Dadá, o melhor e mais reconhecido piloteiro de Barcelos: Só fera!
Nosso amigo Fabiano com seu monstro do rio
 Pescaria Show de bola e o Alexandre com mais um belo exemplar
Grande pescador Roberto
Grande Fera...mais um tucuna do Roberto.
 Turma de Ribeirão Preto - Só Pescadores de primeira.
Curtindo um Luau que ningúem é de ferro.
Nosso amigo Campez e um belo exemplar

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Uma Aventura ao Mundo Perdido da Serra do Aracá

Nossa aventura começa há dois meses atrás, quando um amigo da Noruega chamado Simen From me envia um e-mail solicitando detalhes e orçamento para conhecer e subir a Serra do Aracá. Naquele momento, iniciamos  todos os preparativos, planejamento e logistica para essa jornada. Tudo deve ser pensado minuciosamente, desde os guias, que devem ser pessoas de confiança e com grande experiência nesse tipo de aventura, até outras coisas não menos importantes como transporte (voadeiras),  alimentação, acampamentos, combustível, cordas, roupas, calçados e proteções necessárias. A segurança é sem dúvida o ponto mais importante de nossa jornada. Todos estavam sempre antenados e preocupados com tipo de roupa, calçado, trechos críticos do rio, insetos, repelentes, protetor solar, redes com mosquiteiros, barracas, locais de camping e tudo mais necessário para uma viagem tranquila e sem acidentes.
Nossos acampamentos
O principal rio de acesso a Serra do Aracá é o Rio Jauari, um dos afluentes do Rio Aracá. Portanto, para muitos, o nome correto da montanha é Serra do Jauari e não Serra do Aracá.
 Ao fundo vista panoramica da Serra do Aracá (ou Serra do Jauari)
Nossa jornada foi de exatamente 11 dias. Navegamos mais de 18 horas entre 4 rios e 1 igarapé antes de chegar próximo a base da Serra. Além disso, foram 4 dias de caminhadas, subidas e descidas na floresta e na montanha. Para uma aventura desse porte, o preparo físico é sem dúvida um fator determinante para se alcançar os objetivos planejados. Eu me preparei 2 meses, fazendo caminhadas e corridas diárias de pelo menos 8km. Nosso amigo Simen fez uma preparação física mais intensa e mais longa, foram quase  4 meses com caminhadas, corridas e ciclismo na Noruega. Ao final da aventura, estavamos quase 5 kilos mais magros.
Eu, muito bem preparado para a jornada
Alguns obstáculos naturais
Há alguns anos, existia um caminho feito por um morador antigo do local, tratava-se de uma trilha com cerca de 8km que terminava na base da Serra e logo em seguida era possível subir a montanha por um caminho usado por turistas, pesquisadores, garimpeiros e outros aventureiros. Infelizmente, depois de um dia de procura, chegamos a conclusão que a trilha e o antigo caminho de subida estavam totalmente perdidos. Faz mais de 5 anos que o mesmo não é utilizado por ninguém. A floresta é implacável e não deixa marcas depois de algum tempo. Apesar da preocupação em não termos encontrado o antigo caminho, nos reunimos rapidamente e decidimos fazer um novo caminho de subida. Tinhamos tudo, facões, cordas e toda disposição e vontade de alcançar o topo da montanha.
Olha eu escalando a montanha

Um pouquinho das imagens capturadas
No topo da Serra, observando as nuvens cobrindo a montanha
A Serra e sua beleza singular
Espetacular é pouco para definir a beleza da Serra do Aracá
Pequeno igarapé no alto da montanha
Foram exatamente 1184m de subida até o topo da montanha, como não havia caminho de subida, acampamos a quase 700 m de altura antes de alcançarmos o topo. A temperatura a noite chega em torno de 5 graus Celsius ou menos. Nosso termômetro chegou a marcar 3 graus Celsius numa noite de chuva. O mês escolhido para essa aventura talvez não tenha sido o melhor em função das chuvas torrenciais e do frio excessivo. Já é inverno na Amazônia e o melhor mês para subir a montanha é agosto quando as chuvas diminuem e o sol aparece com mais frequência. Foram poucos dias em que o sol deu o ar de sua graça.
Contemplando as raízes e plantas encontradas no alto da montanha
Exemplar encontrado no alto da Serra
 Plantas e flores com tons e cores vibrantes
Quero agradecer em primeiro lugar a Deus, aos nosso amigo Simen (meu cliente e agora também amigo) e nossos guias Domingos (vulgo Domingão) e Radiomar (Vulgo Radio), pelo sucesso total dessa jornada.
Nossos guerreiros Domingos e Radio
Queda d`água no igarapé da Anta
Montanha mágica
Vista do Igarapé que é um caminho natural a Serra
Nosso amigo Simen 

sábado, 30 de julho de 2011

Detalhes de uma pescaria

Durante uma pescaria, temos o privilégio de conhecer novos amigos, estreitar laços, registrar a beleza e a exuberância da vida selvagem, observar ângulos diferentes da natureza, do sofrido povo ribeirinho e  de uma série de detalhes que só as lentes de pescadores mais sensíveis conseguem captar com toda riqueza de detalhes.A Amazônia que fascina é a mesma que esconde seus segredos na imensidão da floresta e da maior bacia fluvial do planeta. As fotos abaixo foram tiradas por amigos que pescaram conosco na temporada 2010/11:
 Observem dois grandes predadores a espreita
 O belo tucuna preso na galhada
 O pescador a espera do momento perfeito
Os ribeirinhos em deslocamento
 O detalhe da fisgada
 Nosso amigo Dino preparando mais um almoço selvagem
 Tons e cores de uma paisagem exuberante

Preservar a floresta e os nossos rios é nosso dever, nossa obrigação!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Decreto 31.151 - 06/04/2011 - Proibição da Pesca Comercial do Tucunaré e Aruanã

Finalmente, saiu o decreto estadual que proibe a pesca comercial do tucunaré e do aruanã na área da bacia do Rio Negro desde a divisa do Estado do Amazonas com a Colombia até a foz do Rio Branco. Exceção justa para os pescadores locais entretanto com limites definidos pelo decreto.


Veja o decreto na integra....


Esperamos agora que o município de Barcelos, através de sua PREFEITURA e da secretária de meio-ambiente crie condições e tenha meios para fiscalizar o cumprimento do Decreto evitando que barcos geladores de outras localidades entrem em sua área e depredem seu maior patrimônio que é o TUCUNARÉ!

A população, os guias, os empresários e todos que dependem do TUCUNARÉ devem se tornar FISCAIS ATIVOS do município e ter a quem recorrer quando identificarem flagrantes de descumprimento do decreto.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Expedição aos confins do Sauadaua - Abril-2011

No começo de abril/11, estive junto com os nossos amigos Dadá, Rafael e mais dois colegas do Dadá, conhecendo e explorando um pouco das belezas naturais de nossa propriedade Sauadaua e todo seu potencial para ecoturismo. Durante 10 dias, percorremos cerca de 80km (ida e volta) dentro de uma propriedade selvagem e cheia de obstáculos naturais. Nosso objetivo original era encontrar dois lagos mapeados via google earth antes da viagem e onde iríamos montar uma cabana de selva para turismo. Infelizmente, a natureza não permitiu  que alcançássemos nosso objetivo pois a vegetação nativa (arumã, zaru-zaru e  jacitara) fecham completamente o igarapé principal depois de aprox. 40km. Abaixo estarei postando algumas fotos comentadas dessa inesquecível aventura.
inicio da aventura - subindo o igarapé
Os acampamentos eram montados em locais estratégicos, em clareiras naturais na margem do igarapé. Mantinhamos sempre uma fogueira acessa durante a noite para espantar os mosquitos, predadores e para preparação de nossa alimentação mais do que natural (o cardápio principal era o peixe). Eu como  era o mais urbano de todos levei café, leite, biscoito e até o famoso macarrão instantâneo nissin! Meus amigos não precisaram de tanto luxo. Dormimos em redes, em barracas cobertas de lona. Eu levei uma barraca de camping mas como não tinha muita paciência de montar e desmontar todos os dias, preferi a velha e boa rede.
Foram quase 40km de subida. Em alguns locais o igarapé se transformava num rio onde encontramos retas de 300m de comprimento e 25m de largura. Em outros pontos, a vegetação quase fechava totalmente o curso de água e nosso amigo Rafael - que ia na proa da voadeira com facões e motoserras - era o encarregado em abrir, literalmente o caminho.
Durante a viagem, mapeamos 16 igarapés (pequenos riachos com larguras entre 1 e 3m e profundidade variando entre 1 e 5m). Destaque sem dúvida para a transparência, cores e cristalinidade das águas encontradas. Uma experiência  única que somente a Amazônia preservada pode nos presentear.
A Amazônia é uma floresta densa, os animais não se mostram facilmente. Durante a expedição, tivemos a sorte e o privilégio de fotografar algumas espécies raras de animais nativos como araras, pacas (foto de um filhotinho), antas, tamanduás, jabutis e cabeçudos (espécie de tartaruga da cabeça grande). Destaque especial para foto da Anta que curiosamente visitou nosso acampamento durante a madrugada. 
Durante a expedição, faziamos caminhadas "trekking" regulares nas florestas de terra firme . As árvores encontradas são um capítulo a parte dessa jornada. Centenas de castanheiras nativas, maçarandubas, angelins, cumarus, marupás, itaúbas, caferanas, cupiúbas e, para nossa surpresa, encontramos uma árvore muito rara na região e que, certamente não devem haver registros  de  exemplares no Rio Negro e em seus afluentes como o rio aracá: UMA ÁRVORE DE MOGNO AGUANO com aproximadamente 4m de diâmetro e 40m de altura. Calculamos (por baixo) que apenas uma árvore dessas deva valer no mercado nacional mais de R$ 1.000.000,00. Riqueza inestimável, intacta, preservada e a salvo dos madereiros e serradores comerciais. Apenas eu tenho a localização exata dessa árvore (GPS) e não entrego a ninguém. (rsrsrs)
O igarapé do Sauadaua, assim como todos os seus igarapés afluentes e os igarapés do lado esquerdo do Rio Demeni nascem do mesmo campo alagado também conhecido como BURITIZAL . Nome dado em função das milhares palmeiras de Buritis e Buritiranas que o formam. O Buritizal é abrigo natural de outras vegetações nativas como Arumãs (fibra usada para artesanato), zaru-zaru (espécie de campim longo e cortante) e jacitaras (espécie de palmeira espinhosa) e que só sobrevivem em locais alagados. Estima-se que o BURITIZAL tenha uma área pelo menos 4X maior que a área do próprio Sauadaua. Em apenas 10 dias é impossível fazer uma exploração de uma área desse tamanho. Cada igarapé encontrado poderia, sem dúvida, se objeto de uma viagem de exploração a parte.
As imagens registram o nosso amigo Rafael ao lado de uma PIAÇAVEIRA, depois subindo e descendo de uma ABACABEIRA e por último os soldados RAFAEL, ALLEN E DADÁ ao lado de uma ITAUBEIRA.
Durante a volta, paramos no exuberante e lindo igarapé PAPAGAIO! Nem precisa explicar que sua cor verde dá o nome do igarapé. Um verdadeiro tesouro sem igual! 
Já estamos planejando outra expedição, agora com o objetivo de conhecer o campo que fica do lado direito da propriedade! Talvez em Junho ou Julho!